Um áudio que circula em aplicativos de mensagens tem gerado preocupação entre moradores ao relatar um suposto caso de tentativa de tráfico de crianças em Barão de Cocais.
No conteúdo, uma pessoa alerta outra sobre um possível risco envolvendo crianças na cidade e descreve a situação da seguinte forma:
“Val, bom dia, Val. Muito cuidado com suas crianças, viu, Val? Tráfico de criança dentro de Barão de Cocais. Quase que levou meu neto. Ah, o rapaz que tá roubando os meninos é branquinho, magrinho, muito bem vestido, de terno, carrão. Você precisa ver. Está dentro de Barão de Cocais roubando criança. Todas as crianças estão correndo risco. Tentou levar o meu... Queria roubar minha nora com barriga e tudo, com o menino, gravida,, queria levar de tudo quanto é jeito. Ela só se salvou porque estava perto de uma farmácia. Ela viu mamãe, ela viu o médico dela, o médico deu tchau pra ela. Mas foi por pouco, viu? Então cuidado com suas crianças aí na rua, viu, Val? Menino de bicicleta sozinho, ir pra rua, cuidado. Eles chegam e abordam a criança, você precisa ver. Tráfico de criança. Eu não sabia, nunca pensei que Barão de Cocais fosse ter tráfico de criança. E tem viu? Fica esperta com esses meninos seu que estão na rua, de bicicleta, sem você... Ah, a Júlia, não deixa a Júlia sair sozinha sem você estar perto não. Cuidado, Val.”
Diante da repercussão, a reportagem entrou em contato com a Polícia Militar para verificar a existência de registro oficial relacionado aos fatos narrados.
De acordo com a corporação, não há qualquer boletim de ocorrência registrado sobre esse caso, nem acionamento de equipes para atendimento de situação com essas características.
Ainda segundo a Polícia Militar, diligências podem ser realizadas para tentar identificar a autora do áudio, a fim de apurar se houve boa-fé no relato ou eventual disseminação deliberada de informação falsa.
A ausência de registro oficial levanta dúvidas sobre a veracidade do conteúdo divulgado. As autoridades alertam que espalhar informações falsas ou não verificadas que causem pânico na população pode configurar crime, como o de comunicação falsa de crime (artigo 340 do Código Penal) ou até mesmo perturbação da tranquilidade, a depender do caso concreto.
A orientação é que a população evite compartilhar conteúdos sem confirmação e, diante de qualquer situação suspeita, acione imediatamente os canais oficiais de segurança pública.
